Membrana da asa do fóssil de um pterossauro pode explicar forma de voo.
Segundo pesquisadores da Universidade do Cariri, descoberta é inédita.
Do G1 CE
Pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca) descobriram nesta semana um fóssil de pterossauro que pode explicar como funcionavam as asas do animal. Segundo os descobridores, o achado é inédito para a paleontologia. “O fóssil vai explicar como era que o pterossauro andavam em terra e como recolhiam a asa. Isso é uma coisa em aberto ainda”, diz o pesquisador da Urca Álamo Feitosa.O fóssil descoberto representa o equivalente ao braço do animal e ainda conserva tecidos moles, o que é comum em fósseis encontrados na região do Cariri, no Sul do Ceará. Em outra parte é possível ver os ossos que correspondem aos dedos do animal. Neles há uma membrana da asa do animal.
A membrana deve ser estudada por mais um ano e pode dar repostas sobre o comportamento do pterossauro em voo e na terra. “São detalhes que só tendo o tecido mole, as partes alares, móveis, é que a gente pode finalmente dirimir todas as dúvidas de como era o comportamento do pterossauro em voo e em terra”, explica Álamo.
O estudo é coordenado pela Urca e conta com apoio das universidades federais do Rio de Janeiro e Pernambuco, que têm trabalhos de paleontologia reconhecidos internacionalmente, segundo o pesquisador da Urca Álamo Feitosa.
Junto com o fóssil que contém a membrana do animal, foram descobertos centenas de fósseis, alguns de espécies ainda desconhecidas, como a de um camarão minúsculo.
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